Boas práticas em acessibilidade
Este conteúdo foi elaborado para orientar e inspirar nossa equipe de criação em sua jornada para desenvolver conteúdo excepcional e impactante nos canais de nossos clientes, pensando em um escopo que seja inclusivo e acessível. É importante que possamos promover trabalhos que possam se comunicar com pessoas com todos os tipos de necessidades o possível.
Mas, mais do que falar com pessoas com deficiências, precisamos falar sobre acessibilidade situacional. A acessibilidade situacional refere-se à capacidade de um ambiente, produto, serviço ou conteúdo serem utilizados por uma ampla variedade de pessoas, independentemente das circunstâncias específicas em que se encontram. Diferentemente da acessibilidade focada em necessidades específicas de deficiência, a acessibilidade situacional considera as variáveis contextuais que podem afetar a experiência das pessoas, como a iluminação, o ruído ambiente, a pressa, a distração e outras condições transitórias.
Ao projetar para acessibilidade situacional, o objetivo é criar soluções que sejam eficazes e fáceis de usar em uma variedade de cenários. Isso pode envolver a escolha de esquemas de cores de alto contraste para que o conteúdo seja legível em diferentes condições de iluminação, a criação de interfaces intuitivas que permitam uma navegação rápida mesmo quando o usuário está ocupado, e o uso de design responsivo para garantir que o conteúdo seja acessível em dispositivos de diferentes tamanhos e formatos.
Em essência, a acessibilidade situacional visa proporcionar uma experiência de usuário eficaz e agradável, levando em consideração as diversas situações em que as pessoas podem interagir com um produto ou ambiente. Isso não apenas beneficia aqueles com deficiências, mas também todos os usuários em diferentes contextos.
Antes de tudo, precisamos desmistificar a ideia de que acessibilidade é apenas para pessoas com deficiência. Há também condições financeiras, educacionais, contextuais, territoriais, entre outras que devem ser consideradas para evitar barreiras entre pessoas e sua atuação na sociedade.
Para a W3C Brasil, organização de padronização da World Wide Web, acessibilidade é “a possibilidade e a condição de alcance, percepção, entendimento e interação para a utilização, participação e a contribuição, em igualdade de oportunidades, com segurança e autonomia.”
Acessibilidade não é só sobre eles, porém quem mais são impactadas e muitas vezes impedidas de atuar em vários contextos, são as PCDs. Segundo o IBGE (2010), 1 em cada 7 pessoas têm alguma deficiência no mundo. Ou seja, aproximadamente existem 1 bilhão de pessoas com deficiência. No Brasil, a proporção é de 1 em cada 4, sendo aproximadamente 50 milhões. Sendo elas com deficiências visuais, auditivas, motoras e de aprendizagem.
Além das Pessoas com Deficiência (PCDs) que têm todo o direito de utilizar e produzir produtos e serviços sem barreiras, existem também outras condições que podem limitar o uso de um produto digital quando o mesmo não está acessível. Por exemplo pessoas idosas, pessoas com internet limitada, com braço imobilizado, pessoas utilizando o celular ao sol ou até mesmo em pé em um ônibus.
Existem três tipos de limitações sensoriais: as definitivas, as temporárias e as situacionais. Confira na imagem a seguir:
Descrição da imagem: Ilustração vetorial no estilo linha, exibindo uma matriz ilustrando pessoas com limitações sensoriais permanentes, temporárias e situacionais respectivamente da esquerda para direita. Na primeira linha temos limitações de toque, uma pessoa com apenas um braço, uma com braço lesionado com uma faixa cobrindo o braço direito e uma pessoa carregando um bebê no colo. Na segunda linha temos limitações na visão, uma pessoa cega com um cachorro no lado esquerdo, uma bengala e óculos escuros, outra pessoa com óculos e bengala representando uma pessoa com catarata e uma pessoa dirigindo um carro para representar um motorista distraído. Na terceira linha temos limitações na audição, uma pessoa com a cabeça voltada para a lateral esquerda para representar uma pessoa surda, uma pessoa com a cabeça voltada para a lateral direita para representar alguém com infecção no ouvido e outra pessoa chacoalhando um objeto e com barulho ao redor para representar um garçom trabalhando. Na quarta linha temos limitações de fala, com uma pessoa de frente para representar pessoas não-verbais, outra pessoa de frente para representar alguém com laringite e por último uma pessoa com chapéu, escudo e espada para representar alguém com sotaque forte.
Algumas recomendações:
Lembrando que a chave para a acessibilidade é pensar nas várias situações em que os usuários podem interagir com o conteúdo e garantir que ele permaneça legível, utilizável e compreensível em todas essas circunstâncias.
Dicas
Dicas de acessibilidade para criar para pessoas do espectro autista
Dicas de acessibilidade para criar para pessoas deficientes auditivas
Dicas de acessibilidade para criar para pessoas dislexas
Dicas de acessibilidade para criar para pessoas com baixa visão
Dicas de acessibilidade para criar para pessoas com deficiência física ou motora
Dicas de acessibilidade para criar para pessoas que dependem de leitores de tela
